Segurança prisional retira dezenas de objetos ilícitos de dentro da POG

A Agsep realizou, na manhã desta sexta-feira, 16/03, uma operação especial de revista minuciosa nas alas A e 310 da POG.
Fonte: A A A

Segurança prisional retira dezenas de objetos ilícitos de dentro da POG

A Diretoria de Segurança Prisional da Agência Goiana do Sistema de Execução Penal (Agsep) realizou, na manhã desta sexta-feira, 16/03, uma operação especial de revista minuciosa nas alas A e 310 da Penitenciária Coronel Odenir Guimarães (POG). A intervenção, que começou às 6 horas da manhã, durou cinco horas ininterruptas. Ao final, o diretor da área, João Carvalho Coutinho Júnior, divulgou o balanço das apreensões realizadas durante entrevista coletiva para a imprensa no gabinete dele. Entre o material apreendido estavam 60 aparelhos celulares; dezenas de carregadores de celulares; três carregadores de pistolas; várias porções de drogas entre maconha, cocaína, crack, merla e pasta base de cocaína; armas brancas e chuços (facas artesanais), ferragens; canivetes; pedaços de paus de madeira; além de duas armas de fogo, sendo uma pistola de calibre 380 e um revólver calibre 38; entre outros.

O trabalho foi realizado por agentes de segurança prisional que compõem o Grupo de Operações Penitenciárias (GOPE) da Agsep, preparado para intervenções de maior complexidade em ambientes prisionais, e apoio do Grupo de Patrulhamento Aéreo da Polícia Militar (Graer). A intervenção contou também com os alunos, que são agentes prisionais, do Curso de Operações Regionais, iniciado no último dia 13, em Goiânia. Eles tiveram a oportunidade da aula prática em situação real e estão sendo treinados para atuarem em situações de crise nos estabelecimentos prisionais do interior do Estado e em escoltas intermunicipais e interestaduais.

Conforme explica o João Júnior, os adentramentos nas unidades penais são estratégicas e sigilosamente programados para a retirada de objetos ilícitos como drogas, armas brancas e armas de fogo. Segundo ele, na POG, essas intervenções são realizadas de forma sistemática, principalmente, devido às condições de estrutura física do estabelecimento. “A penitenciária foi construída em 1962 e, por isso, tem uma arquitetura arcaica e danificada, o que dificulta a aplicação dos mecanismos de segurança nos rigores possíveis em unidades de arquiteturas mais modernas. Assim, as intervenções exigem mais cuidados e preparo”, explicou ele. “A estrutura da unidade não oferece nem mesmo compatibilidade física para a instalação de bloqueadores de celulares. Diante dessa situação, trabalhamos com as intervenções constantes que resultam em encaminhamento de relatórios para providências e os desdobramentos como apuração de circunstâncias e responsabilidades das entradas dos materiais apreendidos”, completa.

De acordo com o presidente da AGSEP, Edemundo Dias, é com rigor que a instituição pune aqueles que, no exercício da função pública, se envolvem em corrupção e conveniências, e permitem a entrada de objetos ilícitos para dentro das unidades prisionais. “Nós não vamos perdoar. Quem tiver o envolvimento comprovado vai pagar criminalmente e responder também na esfera administrativa, no caso dos efetivos. Em casos de servidor temporário, o destrato será feito automaticamente”, afirmou Dias.

A Penitenciária Coronel Odenir Guimarães (POG) abriga 1.576 presos. O material apreendido durante a operação na unidade foi encaminhado para a Polícia Civil.