DGAP e SED firmam parceria para oferecer cursos profissionalizantes para presos do semiaberto

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Os presos do regime semiaberto poderão participar de cursos de qualificação profissional oferecidos pelo Governo de Goiás. O protocolo de intenções do Termo de Cooperação Técnica entre a Diretoria-Geral de Administração Prisional, Secretaria Estadual de Desenvolvimento (SED) e o Ministério Público foi assinado na tarde desta terça-feira (11/12) pelo diretor-geral de Administração Penitenciária, coronel Edson Costa Araújo, o secretário Tito do Amaral, e pelo promotor público Marcelo Celestino. A superintendente de Reintegração Social e Cidadania, Flora Ribeiro, também esteve presente no ato.

Conforme explica coronel Edson, a Diretoria Geral de Administração Prisional se responsabilizará pela segurança dos detentos, membros do projeto, professores e terceiros, e por oferecer a alimentação dos reeducandos nos horários dos cursos. Tito Amaral confirma que a SED delegará às Organizações Sociais (OSs) contratadas pela rede Itego a operacionalização dos cursos, com a infraestrutura necessária, sobretudo espaço físico, equipamentos e recursos administrativos.

“Esta iniciativa será fundamental para colocar o sistema penitenciário na condição de oferecer cursos para detentos, ou seja, será uma preparação para que o preso quando retornar a sociedade, volte qualificado”, diz coronel Edson. “Este também é um programa para ressocialização porque haverá presos com disciplina para se enquadrarem no programa”, ressalta.

A superintendente Flora Ribeiro confirma que a turma piloto terá 35 reeducandos do sistema prisional, que participarão das aulas do curso profissionalizante “Técnicas de Vendas” por dois meses. A escolha do curso se deve ao fato de o conteúdo ser dinâmico, com aulas interativas. Além disso, 96% dos entrevistados trabalharam como vendedor. A regência será do Centro de Soluções em Tecnologia e Educação (Centeduc), em Aparecida de Goiânia, onde se localiza a Casa do Albergado. As aulas acontecerão numa sala de aula da igreja Brasa Viva.

O promotor Marcelo Celestino reafirmou que esta parceria “é uma forma das pessoas deixarem a atividade criminosa e se reintegrar a sociedade”. Ele também disse que “é um grande avanço para Goiás”. Por fim, ressaltou que “a ideia é também ter uma política para avançar no regime fechado”.

O termo de cooperação técnica terá vigência de 12 meses após a assinatura, prorrogáveis mediante procedimento de avaliação. O projeto não envolve a transferência de recursos financeiros, cabendo a cada OS o custeio das despesas relacionadas às tarefas de sua competência.

Fotos: Walter Alves