Goiás adotou as medidas sugeridas por Cármen Lúcia, afirma diretor-geral de Administração Penitenciária, coronel Edson Costa

Declaração foi feita em solenidade de inauguração de novo presídio, em Formosa, que vai abrigar 300 reeducandos. Antigo “Cadeião” será desativado “de imediato”, anunciou o governador Marconi Perillo. O diretor-geral de Administração Penitenciária do Estado de Goiás (DGAP), coronel
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Declaração foi feita em solenidade de inauguração de novo presídio, em Formosa, que vai abrigar 300 reeducandos. Antigo “Cadeião” será desativado “de imediato”, anunciou o governador Marconi Perillo.

O diretor-geral de Administração Penitenciária do Estado de Goiás (DGAP), coronel Edson Costa, afirmou nesta sexta-feira (9), em Formosa, que as medidas sugeridas pela presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) e presidente do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), ministra Cármen Lúcia, em janeiro, foram adotadas pelo governo de Goiás. Costa, que participou da inauguração hoje do novo presídio, em Formosa, enumerou as ações colocadas em prática.

“Tomamos todas as medidas necessárias para sua contenção e continuamos vigilantes para prevenir possíveis recidivas. Marconi viabilizou para nós todas as condições, tanto de efetivo, quanto de recursos. Fizemos a contenção, seguimos as orientações que a senhora nos fez de colocar em prática aquele cronograma de trabalho. Vivenciamos condições melhores dentro do sistema”, explanou o coronel Edson, dirigindo-se à ministra.

O diretor DGAP afirmou ter contado com a parceria do Poder Judiciário goiano. “Junto com a Vara de Execuções Penais, implementamos medidas que visam a adoção de uma gestão mais humanizada para o regime semiaberto. Promovemos a intensificação para o uso de tornozeleiras eletrônicas para reeducandos com carta de trabalho. É uma forma moderna, real de controle e que dá dignidade e condições para que nós possamos investir para que esse reeducando possa ser inserido na sociedade”, revelou.

Todos os presos serão transferidos para o novo presídio, “de imediato”, afirmou o vice-governador Zé Eliton, ao anunciar a desativação do “Cadeião” e o recebimento dos reeducandos para a nova unidade prisional. “Toda a equipe já está postada para iniciar a operação do novo presídio”, completou em entrevista à imprensa, ao fazer referência aos agentes prisionais que já estavam posicionados no novo presídio durante a solenidade de inauguração.

Audiência em Goiânia

O diretor da DGAP, coronel Edson Costa, também participou da reunião com a presidente do STF e presidente do CNJ, ministra Cármen Lúcia, para tratar de questões do sistema prisional e de evento de destruição de armas apreendidas em Goiás.

Costa disse que a lei sancionada pelo governador Marconi Perillo para criação da Diretoria de Administração Penitenciária traz grandes modificações para o sistema. “São inovações importantes para a administração penitenciária, essa lei fortalece o segmento prisional ao conferir formato diferenciado para a diretoria, entre eles autonomia e independência na gestão das vagas, o que vai possibilitar melhor orientação dos encarcerados”, reafirmou.

A audiência ocorreu no Fórum Cível da Comarca de Goiânia, com a presença do governador Marconi Perillo, do vice-governador Zé Eliton, do presidente do Tribunal de Justiça de Goiás, desembargador Gilberto Marques Filho, do procurador-geral de Justiça, Benedito Torres, e do secretário de Segurança Pública, Ricardo Balestreri.

Mais cedo, Costa participou de evento de destruição de armas apreendidas em Goiás. A solenidade foi realizada na Brigada de Operações Especiais, em Goiânia. Foi a maior entrega de arsenal já registrada no Brasil para o Exército. Ao todo, foram enviados 25.039 armamentos para destruição.

Na reunião com a ministra, foram apresentadas as ações em execução pelo Governo de Goiás para melhorar a estrutura do sistema carcerário. “Tomamos diversas decisões importantes para garantir as melhorias”, explicou o governador Marconi Perillo, ao anunciar concurso para mil novos agentes penitenciários, bem como a regionalização das unidades prisionais.

A ministra Cármen Lúcia elogiou as medidas adotadas pelo sistema penitenciário do Estado. “Goiás cumpriu exemplarmente o seu dever de casa”, reconheceu. A audiência é fruto da primeira visita da ministra logo após as rebeliões no Complexo Prisional de Aparecida de Goiânia. Na época, ficou acertado que seria criada uma força-tarefa entre Governo de Goiás, Tribunal de Justiça e Ministério Público. A Defensoria Pública, a Ordem dos Advogados do Brasil – Seção Goiás (OAB GO) também integram a força-tarefa.

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FOTOS: Wildes Barbosa e J. Eurípedes


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