Presos do complexo prisional de Aparecida recebem documento de identidade

240 presos se cadastraram para receber carteira de identidade. Documento é necessário para que o preso possa trabalhar e participar de programas como o Pronatec do governo federal
Fonte: A A A

240 presos se cadastraram para receber carteira de identidade. Documento é necessário para que o preso possa trabalhar e participar de programas como o Pronatec do governo federal

 

Presos que cumprem pena na Penitenciária Odenir Guimarães (POG) e na Casa de Prisão Provisória (CPP), no complexo prisional de Aparecida de Goiânia, e que não possuíam documento de identidade, tiveram a oportunidade de se cadastrarem e, de agora em diante, estarem oficialmente nos arquivos de identificação nacional.

A ação faz parte do Programa ‘Identidade Cidadã’ da Gerência de Educação, Módulo de Respeito e Patronato da Diretoria-Geral de Administração Penitenciária (DGAP), que em parceria com o Instituto de Identificação da Polícia Civil está no local, desde a última segunda-feira (10/5), em atendimento a 240 detentos.

De acordo com o gerente interino, José Avelino Júnior, esse é mais um benefício levado ao preso para que ele possa participar, principalmente, dos projetos de ressocialização e de cidadania da DGAP. “Possuir o documento de identidade faz parte das exigências para que o preso possa trabalhar, frequentar o Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego (Pronatec), e também abrir conta bancária para receber salário”, informou.

Para o agente de segurança prisional,  Wildson Silva Melo, que coordena os serviços de cadastramento, em muitos casos o preso não tem sequer a certidão de nascimento que é necessária para requerer a carteira de identidade. “Nesse caso, nós já entramos em contato com o cartório e providenciamos a certidão”. Ele lembra também que os familiares dos apenados estão sempre procurando a gerência em que trabalha para pedir ajuda para conseguir documentos como, por exemplo, o CPF. “Sempre atendemos”, diz.

Trabalho

O detento S., que está preso há 2 anos, disse que começou a trabalhar na indústria de serralheria da POG recentemente e que vai precisar do documento para receber o pagamento.

Avelino Júnior lembrou que o preso que trabalha pode ficar com até 70% do valor recebido para gastar com alimentação, roupa ou repasse para a família, mas que os outros 30% vão para uma conta pecúlio, uma espécie de poupança que o apenado recebe quando ganha progressão de regime ou  alvará judicial de soltura.

Fotos: Jota Eurípedes

 

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